O II Fórum de Vigilância Epidemiológica de Maricá reuniu profissionais de saúde em 27 de outubro de 2026, em iniciativa promovida pela Secretaria de Saúde. Segundo a Prefeitura, o encontro buscou qualificar trabalhadores e fortalecer a rede municipal no enfrentamento das Doenças Tropicais Negligenciadas.
Com o tema “Conhecer, notificar e agir”, a programação abordou o fortalecimento da vigilância para eliminar doenças negligenciadas e romper o ciclo da invisibilidade. A atividade foi voltada a profissionais da Rede de Atenção à Saúde e a trabalhadores envolvidos no acompanhamento de casos e agravos.
O fórum ocorreu no auditório da Faculdade de Ciências Médicas de Maricá (FACMAR), no Flamengo. Participaram equipes municipais e especialistas da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ).

As discussões trataram do panorama dessas enfermidades e da articulação entre áreas da rede pública. De acordo com a Prefeitura, a iniciativa também abordou prevenção, diagnóstico e atenção a populações vulneráveis.
Objetivos e realização do fórum em Maricá
O secretário municipal de Saúde, Marcelo Velho, afirmou que o encontro reforçou o compromisso da gestão com uma saúde pública integrada, preventiva e atenta às necessidades da população. Segundo ele, o debate contribui para fortalecer as equipes e consolidar políticas públicas voltadas ao cuidado humanizado e de qualidade.
Na avaliação de Jaqueline Conceição, gerente de Vigilância Epidemiológica de Maricá, o trabalho conjunto das equipes permite identificar, notificar e monitorar grupos populacionais mais expostos. Ela também relacionou essa atuação à ampliação da disponibilidade e do acesso a diagnósticos confiáveis em tempo oportuno nas áreas vulneráveis.
Jaqueline acrescentou que a capacitação ajuda os profissionais a investigar ocorrências e agir com mais rapidez. De acordo com a gerente, essa resposta pode reduzir complicações, interromper cadeias de transmissão e contribuir para a qualidade de vida da população.
Debates sobre doenças negligenciadas e integração da rede de saúde
A coordenadora de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ), Keli Marini dos Santos Magno, apresentou um panorama das doenças tropicais negligenciadas no Brasil e no estado do Rio de Janeiro. A exposição situou as enfermidades discutidas no fórum nos contextos nacional e estadual.
Já Nathalia Maria da Silva, apoiadora técnica na Saúde da População Negra da SES-RJ, abordou as conexões entre o Programa Brasil Saudável, a saúde da população negra e as doenças negligenciadas. A participação integrou à programação o debate sobre esses temas relacionados.
No encerramento, a especialista Adriana Costa Iervese tratou da articulação entre Vigilância Epidemiológica, Atenção Primária, Vigilância Ambiental e laboratórios. A discussão relacionou essa integração ao diagnóstico precoce, ao manejo clínico e à notificação oportuna para populações vulneráveis.
Serviço
- Evento: II Fórum de Vigilância Epidemiológica
- Data: terça-feira (27/10/2026)
- Local: auditório da Faculdade de Ciências Médicas de Maricá (FACMAR), no Flamengo


